segunda-feira, 2 de maio de 2011

PRESIDENTE DA CONVENÇÃO BATISTA DO E. SANTO FALA SOBRE EVANGELISMO

Líder da Segunda Igreja Batista em São Mateus e presidente da Convenção Batista do Estado do Espírito Santo (CBEES), o pastor Ednan Santos Dias da Silva, descobriu sua vocação ministerial ainda na juventude. Desde então, preocupa-se em manter ativa a maior das vocações da denominação Batista: o evangelismo. Em uma conversa franca, o pastor Ednan fala sobre os rumos da denominação no Estado, a venda do Colégio Americano e da Fabavi e também sobre a polêmica envolvendo as ações da Tenda da Esperança no Estado. ( Católicos se levantaram em protesto contra a iniciativa)

O senhor nasceu em um lar cristão? Quando percebeu qual era o seu chamado?
Eu não nasci em um lar cristão, me converti aos oito anos de idade. Recebi meu chamado para o ministério ainda na adolescência, aos 17 anos. Fui para o seminário, fiz o curso de Teologia e então fui ordenado para o ministério pastoral.

E como foi o início desse seu ministério?
O meu ministério começou na Igreja Batista em Itaquari, Cariacica. O trabalho naquele lugar foi um grande aprendizado para mim, porque conseguimos alguns feitos marcantes. Uma das coisas que mais me marcou, por exemplo, foi a mudança do templo em que estávamos já havia algum tempo para uma nova casa. Conseguimos sair desse espaço antigo e nos mudarmos para um templo novo, construído pela faculdade Faesa. Em uma parceria, a faculdade ficou com nosso antigo templo, enquanto nós fomos para o templo construído por eles. Esse foi um marco no início de meu ministério. Hoje, sou pastor da Segunda Igreja Batista em São Mateus, e estou nesta função há dois anos. O trabalho que desenvolvemos é muito dinâmico, nosso ministério é dividido por áreas: temos o ministério da música, do ensino, ação social, jovem e outros que, juntos, somam o ministério geral da igreja.

Em sua opinião, existe diferença entre a pregação do Evangelho antigamente para os dias de hoje? O comprometimento dos membros e líderes com a obra do Senhor é o mesmo?
Acredito que estamos sofrendo uma mudança muito grande na postura evangélica. Estamos hoje sendo forçados a viver um Evangelho mais pragmático, voltado para os resultados, e isso tem feito com que esse Evangelho seja mais atrativo, porém mais disfarçado. Em detrimento disso, o Evangelho verdadeiro, que salva, que confronta o pecado, tem sido deixado de lado. Vemos muitas igrejas que estão deixando de lado o puro Evangelho para viver um Evangelho que não reflete o verdadeiro desejo que Jesus tem para a igreja.

O senhor falou que descobriu seu chamado ministerial aos 17 anos. Hoje vemos cada vez mais nossa juventude se perdendo em álcool, drogas e violência. A igreja está falhando?
Acredito que a falha é geral. Nós falhamos como família, como igreja, como instituição e falhamos de um ponto de vista geral, e a igreja tem que cumprir sua parte. A parte que cabe à igreja é a de contribuir para o crescimento espiritual dos jovens e adolescentes. Neste ponto, a igreja está falhando porque deixamos (e muitas igrejas fazem isso) de pregar sobre esse Evangelho que requer mudança, aquele que não deixa a pessoa da forma como ela está, um Evangelho que transforma. É por isso que o apostolo Paulo recomendou ao povo de Roma. Ele rogava aos crentes que pudessem experimentar a mudança, a transformação da nossa mente.

E dentro dessa questão de deixar de lado o Evangelho puro, o senhor acredita que a igreja também está deixando de fazer missões?
Acredito que nossos antepassados amavam mais a obra missionária. As pessoas que começaram o trabalho evangélico tinham uma consciência de que precisavam fazer algo que era o esforço sobre humano deles, mas hoje em dia nós fazemos muito pouco em relação a isso. Nossa tarefa continua a mesma: evangelizar. Cada dia mais aumenta o número de pessoas que precisam ouvir a pregação, mas nós estamos de alguma forma errando, perdendo espaço e perdemos também a paixão e o interesse pela obra missionária.

Pesquisas revelam que no Espírito Santo, em números, os batistas estão em segundo lugar, diferentemente de outros estados onde a denominação não tem um número tão expressivo de membros. A que o senhor atribui essa forte presença Batista no Estado?
Eu acredito que a denominação Batista poderia ser muito maior do que é hoje no Espírito Santo. A denominação Batista é histórica, nós estamos no Estado há mais de 100 anos e nosso desejo é vermos a obra do Evangelho sendo ainda maior, vermos a obra intensificada. Como denominação Batista, nós precisamos crescer e avançar mais. Nós temos representação em todos os municípios do nosso Estado, não existe hoje uma cidade no Espírito Santo que não tenha uma igreja Batista.

E como está a igreja Batista hoje? Quais suas perspectivas para os próximos anos?
A denominação Batista vive um momento de reflexão. Precisamos voltar os nossos olhos para a evangelização, para as pessoas que necessitam da pregação e do Evangelho integral. Nós entendemos que podemos fazer obra de ação social, transformar vidas com ensino, mas nossa função primária é a evangelização. Nossa função é mudar a pessoa pela pregação da Palavra e nós queremos voltar ao foco que anteriormente era o foco da denominação: nossos missionários, homens e mulheres que tinham em seus corações o amor e a paixão por missões. Nós queremos voltar a isso, queremos que as nossas igrejas amem missões e se apaixonem por essa obra de evangelização. Nossas metas e perspectivas giram em torno da evangelização. Queremos que as igrejas Batistas cresçam cada vez mais, que visualizem a obra missionária como algo necessário para o crescimento das igrejas e como a missão que Jesus Cristo deixou para nós. Precisamos de uma vez por todas retomar a nossa postura de uma denominação evangelizadora, de uma denominação que fala do amor de Jesus, que anuncia o evangelho de Jesus.

As mudanças na sociedade e a movimentação cultural têm modificado a forma e a administração das igrejas. Como a denominação Batista tem vivenciado e reagido a esse momento?
As mudanças tecnológicas e científicas são necessárias. Entretanto, acredito que não devemos mudar a essência do Evangelho. Não podemos, de maneira alguma, nos conformar com o mundo. A igreja, de forma geral, tem que abolir de seus arraiais tudo aquilo que diz respeito ao mundanismo, ao secularismo e tudo aquilo que tem a cara do mundo hoje. Nós devemos, de forma contundente, abolir tudo o que parece um acordo com o mundo, tudo aquilo que parece algo que distorce o que Jesus tem para a igreja. Uma das imagens que a Bíblia apresenta para a igreja é a noiva, que tem um símbolo de pureza. E a noiva para Jesus tem que estar pura, não pode se contaminar com o mundo, com as coisas que o mundo oferece.

O colégio Americano Batista, com mais de 100 anos de história, foi vendido para a Rede Doctum de ensino. Como a denominação Batista se sente perdendo um de seus principais símbolos?
Este tema me entristece. O colégio Americano e a Faculdade Batista são temas que mexem com o coração de todos os Batistas do Espírito Santo. Agora, entendemos que o momento que a denominação vive é diferenciado. O Conselho da denominação, nas últimas reuniões, entendeu que, de agora em diante, o foco da denominação deve se voltar para a evangelização. Entendemos que o ensino secular não seria mais alvo do nosso planejamento, da nossa estratégia. Nós vamos focar, de maneira definitiva, a evangelização, o crescimento das igrejas e os projetos missionários. O colégio Americano serviu durante mais de 100 anos à comunidade capixaba, por intermédio dos Batistas do Espírito Santo, mas estava deixando a essência que motivou seu início, que era a evangelização. Nós perdemos esse foco de evangelizar dentro dos colégios e isso, com certeza, fez com que perdêssemos poder, força e consequentemente chegássemos onde chegamos, que foi a desvinculação do ensino e a missão da igreja.

Mas não havia uma possibilidade de voltar com a missão inicial, sem abrir mão do colégio e da faculdade?
Analisando vários pontos estratégicos, dentre eles a questão financeira, entendemos que a melhor saída era fazer a incorporação com a Rede Doctum. E essa incorporação veio, de forma geral, levantar o nome da faculdade. E hoje não vemos a falência da faculdade e do colégio, mas sim o investimento de capital de terceiros, que chega para alavancar a instituição. Em uma análise curta e geral, a Fabavi e o colégio Batista foram salvos, mas não pela injeção de recursos da denominação Batista, mas sim por uma incorporação, uma estratégia em que nós contamos com o apoio da Doctum. A rede de ensino veio para somar forças e alavancar a instituição.

Como está sendo a relação entre a denominação Batista e a Rede Doctum? Os valores da denominação serão mantidos?
Sim. A Doctum também é uma instituição centenária de princípios cristãos, e os mesmos princípios cristãos, morais e éticos que estiveram presentes no colégio e na faculdade Batista permanecerão com a Rede Doctum. Essa é uma instituição co-irmã, com valores cristãos que vão manter a nossa postura em frente à faculdade e ao colégio. A sociedade capixaba só tem a ganhar, pois os valores que permearam a instituição continuam com a Doctum, só que, agora, com uma instituição mais consolidada, mais saneada e que tem condições de investir mais recursos, algo que nós, batistas, não podíamos fazer.

Após o processo de vendas, a Rede Doctum está honrando os termos ajustados?
Neste curto período de quatro meses de negociação, a Doctum tem seguido todos os preâmbulos e itens do nosso contrato, inclusive superando nossas expectativas. Eles estão honrando os compromissos assumidos anteriormente.

A formação de líderes sempre foi um traço muito forte da denominação Batista. Com a venda do colégio Americano Batista e da Fabavi, como fica a situação do Centro de Educação Teológica Batista no Estado (Cetebes)? A denominação pretende investir nesse braço de formação?
O Cetebes, que é o nosso seminário, continua sendo nosso ponto principal. Queremos investir em liderança. Se queremos crescer e evangelizar, precisamos investir em líderes. E o Cetebes continua sendo prioridade para nós. Com a perda do foco no ensino secular, nós estamos voltando nossos olhos definitivamente para o ensino teológico, para a preparação de pastores, de líderes. Queremos investir pesado na formação de pastores, na capacitação de obreiros e na preparação de líderes locais para as igrejas, não só na formação teológica, mas na formação de liderança nas igrejas locais. Queremos que o Cetebes seja referência em formação integral, e não só formação teológica.

Recentemente, notícias sobre a realização do projeto Tenda da Esperança, inédito no Espírito Santo, geraram grande polêmica. Porque o senhor acredita que isso aconteceu?
Creio que foi por uma interpretação errada do objetivo geral do projeto. Nosso desejo é levar esperança às pessoas e nosso desejo maior é que elas conheçam Jesus através desse trabalho da Tenda da Esperança. O entendimento errado e a falta de compreensão do objetivo desse projeto fizeram com que esse embaraço acontecesse. Nós não temos o objetivo de confrontar, não temos o objetivo de baderna ou de afronta, mas sim o de levar uma mensagem de paz e de esperança a qualquer pessoa. Acredito que existam pessoas nas igrejas Batistas que precisam ser evangelizadas. Da mesma forma, acredito que existam pessoas nas igrejas evangélicas de modo geral que ainda não conhecem verdadeiramente Jesus. Então, não é o rótulo de igreja ou denominação que faz uma pessoa ser evangelizada ou não, e sim sua condição e desejo de conhecer Jesus. Inclusive, eu já conheci pastores que não tinham a certeza de sua salvação. Sendo assim, não é o fato de pertencer a uma denominação ou igreja que faz de você uma pessoa salva ou uma pessoa que não precisa ser evangelizada, mas é sua experiência pessoal com Jesus.

O senhor acha que houve um exagero na divulgação das informações?
Acredito que houve uma supervalorização de algo que nós não estamos dispostos a fazer. Nós não estamos dispostos a fazer um enfrentamento, não estamos dispostos a nos envolvermos dentro de locais pré-estabelecidos e pré-determinados, nunca intentamos isso. Não queremos tumultuar e esses termos que foram colocados nunca foram citados por nós. Nunca nos dispomos a tumultuar e atrapalhar. De alguma forma, isso foi cogitado, mas não queremos impedir, boicotar ou atrapalhar nada, em nenhum momento.

Jesus ensina "ide e pregai o Evangelho a toda criatura", mas não pela força e sim pelo Espírito de Deus. Esse é o ensinamento que rege as ações da Tenda da Esperança?
Sim. A Tenda da Esperança visa a cumprir o ide de Jesus, porque Jesus disse: "ide e ensinai a todas as nações". E o todo que Jesus colocou é realmente geral. Nós devemos pregar e ensinar o Evangelho a toda criatura, independente da sua posição e credo religioso. E a conversão não é algo que acontece por força; a conversão é o agir do Espírito Santo dentro da pessoa. A Bíblia diz que o Espírito Santo é quem convence o homem do pecado, da justiça e do juízo. Porém, a Bíblia diz também que a fé vem pelo ouvir. As pessoas precisam ouvir o Evangelho que salva; as pessoas precisam ouvir o Evangelho que Jesus mandou pregar, o Evangelho que incomoda. Eu acho que podemos falar também às igrejas. Muitas delas estão preocupadas em pregar um Evangelho que não muda, que não incomoda, um Evangelho light, água com açúcar. E Jesus não mandou pregar um Evangelho assim. Jesus mandou pregar um Evangelho que confronta, um Evangelho que muda verdadeiramente a vida das pessoas. Essas pessoas precisam ouvir o verdadeiro Evangelho que Jesus mandou que pregássemos.

Como essa questão está sendo resolvida com a liderança católica no Estado?
Acredito que não houve nenhum tipo de atrito entre os batistas e a liderança católica. Somos amigos dos católicos e também de outras denominações, de outros segmentos religiosos. Os batistas têm por preceitos praticar o amor, anunciar e viver a paz. Não houve qualquer tipo de afronta com as lideranças católicas. Em nenhum momento, fomos retaliados nem retaliamos nenhuma liderança católica. Sempre entendemos que a nossa função é promover a paz e não criamos esse tipo de constrangimento com ninguém, nem com padres, nem com bispos, com ninguém da liderança católica. Nossa posição de sermos receptivos e de procurarmos o outro sempre vai existir. Queremos conviver harmonicamente com essas lideranças. Entendemos que precisamos ter ações conjuntas no nosso Estado com lideranças interdenominacionais e autoridades religiosas, não só batistas, mas de outras religiões, inclusive os católicos, no sentido de fazermos diferença junto aos poderes constituídos, reivindicando mudanças e ações que promovam a vida. Estamos dispostos a caminhar nessa direção, contrariando o que está sendo anunciado por aí. Não há um clima de guerra ou revanchismo, nem tampouco estamos nos colocando como inimigos de católicos ou de quem quer que seja.

Fonte: Revista Comunhão

quinta-feira, 21 de abril de 2011

PÁSCOA SEM FANTASIAS

A Páscoa deveria ser, para a cristandade, a maior festa religiosa. Deveria ser mais comemorada que o Natal, o Ano Novo e, evidentemente, que Carnaval ou outra manifestação festiva de qualquer natureza. Nenhuma solenidade tem o mesmo significado que a Páscoa.

Infelizmente, as igrejas cristãs deram mais ênfase às festas religiosas de santos padroeiros que as de significado bíblico e permanente como a Páscoa. Além de diminuírem o seu valor, emprestaram-lhe símbolos e imagens que vieram do paganismo, como o coelho e os ovos de páscoa. Ainda mais, em virtude do mundo globalizado dirigido pelo capitalismo ganancioso, no qual o lucro financeiro é o objetivo primeiro de todos os empreendimentos, a ênfase da Páscoa está, assim como no Natal, nas vendas.

Infelizmente, as igrejas cristãs deram mais ênfase às festas religiosas de santos padroeiros que as de significado bíblico e permanente como a Páscoa. Além de diminuírem o seu valor, emprestaram-lhe símbolos e imagens que vieram do paganismo, como o coelho e os ovos de páscoa. Ainda mais, em virtude do mundo globalizado dirigido pelo capitalismo ganancioso, no qual o lucro financeiro é o objetivo primeiro de todos os empreendimentos, a ênfase da Páscoa está, assim como no Natal, nas vendas.

Hoje é praticamente impensável ter-se Páscoa sem ovos de chocolate e pão doce recheado de frutas cristalizadas ou chocolate, a já famosa "Colomba Pascal", (Pomba de Páscoa). Evidentemente, não há nenhum mal ou pecado em comer chocolate ou pão doce, a não ser a gula que nos leva a exagerar na dose. Quem não gosta de chocolate ou de pão recheado com uvas passas, mamão, cidra, figo, e outras iguarias cristalizadas? Qual criança que não se regala com ovinhos ou coelhinhos de chocolate?

O problema não está em uma comida típica, consagrada a um período do ano, mas sim na ênfase que se dá à comida, tirando o significado do que se pretende comemorar. Por exemplo, fazer da semana chamada santa, ou do período entre o carnaval e a Páscoa, chamado de Quaresma, um período no qual não se pode comer carne e tem-se que comer peixe, alegando que é pecado comer carne, é um absurdo posto que não tem respaldo bíblico.

Assim como não é pecado comer carne na sexta-feira da Paixão, não o é tampouco comer chocolate em formato de peixe, coelho, galinha, ovos, tablete ou qualquer outra forma. O pecado está em se substituir a pessoa de Jesus, como se faz no Natal, pelo Papai Noel, pelo presente de Natal, pela árvore ou qualquer outro símbolo natalino. Da mesma forma, é contra a Bíblia, contra a Palavra de Deus, contra a vontade de Deus ter-se Páscoa com símbolos pagãos, idólatras e consumistas. Vamos mostrar para as crianças e adultos, para o mundo todo, que nossa Páscoa significa a Ressurreição de Nosso Salvador Jesus Cristo, que se sacrificou na Cruz do Calvário por nós.

Vamos declarar: "Por mim morreu Jesus, cravado numa cruz, no monte do Calvário, por mim morreu Jesus. Por mim ressuscitou, e veio para luz, e um dia voltará e ao céu me levará." Os verdadeiros símbolos da Páscoa são: Jesus ressurreto, o túmulo vazio, a pedra do túmulo removida, os lençóis e panos no túmulo, as aparições de Jesus aos discípulos e sua ascensão aos céus.

Páscoa com coelhos e ovos fazem parte da fantasia e de uma tradição pagã e herege. A verdadeira Páscoa é Cristo vivo, reinando no nosso coração, no seio de nossa família e de nossa igreja, Prepare-se para uma verdadeira Páscoa.

Feliz Páscoa com o Ressuscitado.

Pastor Paulo Roberto Sória

segunda-feira, 11 de abril de 2011

QUANTAS HORAS DIÁRIAS PASSAMOS EM FRENTE A TV?

A mídia brasileira tem dono? No Brasil apenas 9 famílias detém o poder da grande mídia. Essa mídia está cumprindo seu papel social? Como os políticos utilizam a mídia para formar sua opinião?

A política e os políticos trabalham com um material especial, que é a credibilidade. A matéria prima da política é a credibilidade, um capital simbólico. Ora, a mídia é o meio de produção desse capital, tanto para construí-lo, como para destruí-lo (...).

No caso brasileiro, como vimos, 9 famílias detêm 90% dessa mídia. Como decorrência disso a censura também mudou de local: não é mais a mídia que é censurada, mas é a maioria da população que não pode exercer seu direito de dizer a palavra, expressar sua opinião, comunicar seu pensamento.

A média de horas diárias que o brasileiro fica diante da TV, por exemplo, é de 4 horas. Em algumas vilas periféricas de cidades brasileiras que pesquisamos, a média chega a 6 horas e para as crianças, que os pais têm medo de deixar na rua, chega a 9 horas diárias. Pois é com esse novo personagem que nós passamos hoje a nos relacionar, numa relação que Thompson (1998) chamou de quase interação midiada.

... Se examinarmos as características de tal personagem, a mídia, constatamos que ele é praticamente o único que fala; estabelece com os interlocutores uma comunicação vertical, de cima para baixo; não faz perguntas, apenas dá respostas. Já imaginaram o poder de tal personagem? Deve-se ver a comunicação, como diz Moscovici (2002, p. 105)

É possível estabelecer um paralelo entre a colonização do Brasil e a implantação da mídia eletrônica. Assim como nosso território foi loteado em capitanias hereditárias, doadas a determinadas famílias, do mesmo modo há hoje um loteamento da mídia, rádio e televisão entre algumas famílias privilegiadas. Há um estreito paralelismo entre esses dois coronelismos: um tradicional, que se definia pelo poder e autoridade dos proprietários das terras no controle político e outro moderno, que consiste na posse da mídia eletrônica a serviço dos donos do capital, uma vez que é estreita esta relação.

Na análise da democratização da comunicação, percebe-se também, com nitidez, um círculo vicioso. Por que a mídia não discute a mídia? Por que a mídia não educa para que possa ser entendida? Por que não discute a diferença entre mídia impressa e mídia eletrônica, com suas conseqüências, finalidades e responsabilidades? Por que a legislação sobre a mídia não é veiculada? Há uma espécie de burla da legislação que é clara sobre o papel educativo da mídia. Se a mídia não cumprir esse papel, dificilmente outro setor poderá fazê-lo: aqui está, então, uma espécie de círculo vicioso. Além do mais, a mídia influi poderosamente nas escolas, nas famílias e em todas as instâncias da sociedade. Se ela não for crítica dela mesma, não haverá maneira de chegarmos a uma verdadeira democracia na comunicação. Finalmente, a força da mídia não está apenas em construir a realidade, mas também em ocultar a realidade. É sintomático o alerta do sociólogo da Universidade de Coimbra, Boaventura S. Santos (1998) Durante muito tempo a alimentação foi escassa, causando penúria. Mas com a revolução agrícola a superprodução permitiu, principalmente nos países ricos, produzir uma abundância de alimentos. Mas não nos damos conta que muitos desses alimentos estão contaminados e envenenados por pesticidas, causando doenças e morte, como a peste das vacas loucas. Antes podíamos morrer de fome, mas hoje morremos por comer alimentos contaminados. O mesmo acontece com a informação. Historicamente, era escassa ou inexistente. Ainda hoje, em algumas ditaduras, não há informação, ou ela é escassa, de má qualidade. Nos países assim ditos democráticos, contudo, a informação se multiplicou, transborda por todas as partes. É como se fosse um quinto elemento além do ar, água, terra e fogo. A partir dessa constatação, começa-se a falar, hoje, na necessidade de uma “ecologia da informação” (RAMONET, 2006, p. 27), com o propósito de limpar essa informação da maré negra das mentiras (...)

O exercício da democracia e da cidadania supõe, pois, a participação das pessoas na construção da cidade que se quer. Quando falamos em isonomia referimo-nos à igualdade de todos perante a lei: todos os cidadãos têm os mesmos direitos e deveres. A antiga Grécia, de acordo com Chauí (1995), surge, na tentativa de enfatizar a importância do direito de participação na comunicação, a noção de isegoria, isto é, o direito de manifestar-se e de ser ouvido, o direito de expor e discutir em público opiniões sobre ações que a Cidade deve ou não realizar, no referente à Polis. Mas há algo mais: a Declaração Universal dos Direitos do Homem, de 1948, em seu artigo 19 afirma: “Todo o homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; esse direito inclui o de não ser molestado por causa de suas opiniões, o de investigar e receber informações e opiniões e o de difundi-las, sem limitação de fronteiras, por qualquer meio de expressão” (ONU, 1948, art. 19). É importante acentuar que na enunciação acima estão presentes dois direitos: o direito à informação, isto é, de ser bem informado, sem parcialidade, e o de buscar a informação em qualquer lugar, livremente; mas há também outro direito, e esse o mais importante, que se pode chamar de direito à comunicação, isto é, de expressar nossa opinião, manifestar nosso pensamento, dizer nossa palavra, por qualquer meio de expressão. Numa pesquisa realizada entre estudantes de fim de ensino médio e de curso superior, 97% dos entrevistados desconheciam a existência desses dois direitos, da informação e da livre expressão (GUARESCHI e BIZ, 2005, capítulo 1). Isso vem confirmar a precariedade de nossas instituições educacionais e, concomitantemente,de nossa mídia, pois ela também tem uma tarefa educativa, como é expresso claramente na Constituição, Capítulo V, artigo 221: “A produção e programação das emissoras de rádio e televisão atenderão. REVISTA DEBATES, Porto Alegre, v.1, n.1, p. 6-25, jul.-dez. 2007. 13

...Introduzimos agora o problema que gostaríamos de discutir. A mídia está aí, exercendo seu poderio praticamente sem controle nenhum. Que se poderia fazer, para tornar óbvia essa situação? Acreditamos que, contra esse poder dominador e antidemocrático, faz-se urgente um novo poder, esse sim democrático e popular, das ONGs, das organizações de base, das associações populares: uma imprensa popular e alternativa, rádios e TVs comunitárias, uma mídia que seja do povo, feita pelo povo, para o povo. É o que se pode chamar de quinto poder, expressão criada por Roger Silverstone (2004).

A iniciativa mais ampla e eficiente que surgiu, a partir de 2004, como reação às práticas todo-poderosas da mídia, é a CAP (Comissão de Acompanhamento à Programação de Rádio e TV), com sua Campanha Quem financia a baixaria é contra a cidadania. Esse movimento se originou quase que de um clamor da sociedade civil contra o baixo nível de nossa mídia e a falta de ética nela presente. Com o apoio logístico da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, a CAP propõe um controle social (não censura) por parte da população em relação aos programas de televisão e um desestímulo ao financiamento privado e público dos programas que reiteradamente violam os direitos humanos. Por isso, os programas que recebem muitas reclamações passam a ser minuciosamente analisados pelos participantes da Campanha que, ao final, proferem um parecer explicitando as razões pelas quais o mesmo é indigitado como baixaria (...) A Campanha consolidou, nesses quatro anos de existência, um espaço público onde os cidadãos podem defender-se da programação de rádio e TV nos termos da Constituição Federal. Por meio de uma central telefônica ocorre o recebimento de denúncias e sugestões sobre a programação desses meios e um site na Internet contribui para divulgar todos os mecanismos de participação existentes. Os programas que mais recebem reclamações por parte do público passam a constar de uma lista... LEIA O ARTIGO NA INTEGRA. http://seer.ufrgs.br/debates/article/view/2505/1286

Os endereços disponíveis para fim de reclamação, além do e-mail principal,eticanatv@câmara.gov.br, são: via correio= Câmara dos Deputados, Comissão de DireitosHumanos, Sala 185- A- Brasília/ DF- CEP: 70169-970; por fax (61) 3216. 2170; por telefone (61) 3216. 6570; ou pelo site na Internet www.eticanatv.org.br

FONTE: http://seer.ufrgs.br/debates/article/view/2505/1286

quarta-feira, 23 de março de 2011

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE O ACIDENTE COM O Pr. RONALDO

O QUE OCORREU DE FATO
O Ronaldo estava se deslocando para o Sertão do Moxotó, onde iria trabalhar numa das bases operacionais da instituição. Após uma forte colisão entre os 2 veículos, ele se encontrava ensangüentado, em total estado de choque lutava pela vida. O pára-brisa da Ipanema foi quebrado pelo impacto da cabeça de pastor
Ronaldo contra o vidro...

VEJA O QUE FOI VEICULADO SOBRE O ACIDENTE NA RÁDIO COMUNIDADE FM

Quem ouviu o programa "Comando 87" que tem como apresentadores: O Sr. Mauricio Sobrinho e Sr. Ney Lima, levado ao ar diariamente das 07:00h ás 8:00h na Rádio Comunidade FM - 87.9 MHz, em Santa Cruz do Capibaribe / PE.

OUVIU DO LOCUTOR Sr. MAURICIO SOBRI
NHO A SEGUINTE NOTÍCIA:

FALA 1 DO Sr. MAURÍCIO> Aconteceu hoje pela manhã um acidente na pe 160,ali na entrada da cidade, onde os veículos se envolveram, uma Hillux preta placa XXX e uma Ipanema placa XXX de Santa Cruz... A Ipanema invadiu a faixa contraria e deu de cara com a Hillux, fomos ao local, apenas ferimentos leves no passageiro da Hillux e no condutor da Ipanema. A policia militar foi acionada, *A guarda municipal, idem, bem como o *SAMU para o Socorro até o *hospital Raimundo Francelino Aragão. Segundo informações do popular que estava por demais tonto, no local da ocorrência, o condutor da Ipanema ou ele estava embriagado, ou a lesão tinha provocado problemas na sua cabeça, ele disse Pastor, né, e sempre está trabalhando em Santa Cruz do Capibaribe.

QUAL A FORMAÇÃO DO COMUNICADOR NA ÁREA DE PERÍCIA?

O comunicador virou perito? Ele afirmou que o veículo Ipanema invadiu a pista contraria, a própria polícia presente no local afirmou que perícia não era trabalho dela. Qualquer pessoa sabe que quando há colisão há deslocamento dos veículos.

O comunicador com 20 anos de experiência na profissão, mesmo ouvindo a vítima dizer pastor, colocou embriaguez como primeira hipótese, ele não sabe diferenciar um bêbado de uma pessoa em choque depois de uma colisão.

UM MEMBRO DA IGREJA LIGA PARA O PROGRAMA, SE IDENTIFICA E DIZ QUEM É O PASTOR, DIZENDO: ELE NÃO ESTÁ BÊBADO, ELE É O NOSSO PASTOR.

O COMUNICADOR ENTÃO DISPARA A SEGUNDA FALA ...

FALA 2 DO SR. MAURÍCIO> Noticiei aqui um acidente, disse que Nesse acidente se envolvido um pastor, esse pastor se chama Ronaldo é da igreja Batista, Igreja Batista. (disse e repetiu o nome da igreja) Eu disse aqui (talvez alguém até ligou revoltado, por conta dessa notícia que eu disse aqui) os sintomas que ele apresentava, eu tô dizendo isso porque eu vi, eu fui ao local, eu estive lá e conversei com ele, com ele, com ele. (assim mesmo repetitivo) Os sintomas estava, e eu disse aqui no programa, ou devido a pancada ele ficou daquela forma, ou ele estava embriagado. Pra ele provar isso terá que fazer o teste do bafômetro e acabou, simplesmente isso! Alguém ligou pra cá, eu disse a notícia aqui dessa forma: Que o pastor, os sintomas que ele estava, ou devido a pancada, estava naquela situação ou os sintomas de embriaguez. Eu digo por que eu fui ao local, TÁ CERTO?

NÃO TÁ CERTO Sr. MAURÍCIO, ESTÁ ERRADO! - O Pastor Ronaldo Henzel passou por 3 hospitais, foi avaliado vários médicos dentre eles, por 2 neurologistas. Os exames provam que ele não havia ingerido bebidas alcoólicas. Quanto ao Sr. MAURÍCIO SOBRINHO, parece não ter a humildade para reconhecer que ERROU, E ERROU FEIO!

A falta de critério por parte do Sr. Mauricio Sobrinho ao recolher as informações, veio denegrir perante toda uma cidade e adjacências a imagem de uma pessoa pública e respeitada não só ministerialmente, como um Pastor Batista, também como fundador da ONG Pão Vida, que é reconhecida nacionalmente e dentre outros projetos, atua ministrando palestras alertando para o perigo das drogas, seja elas, lícitas ou ilícitas.

IGREJA BATISTA REPUDIA Á CONDUTA DO REPÓRTER

Nós cristãos, membros da 1ª Igreja Batista de Santa Cruz do Capibaribe/PE, que há 62 anos está presente nessa cidade, e voluntários ativos da ONG Pão é Vida, conhecendo a integridade e seriedade do Pr. Ronaldo Henzel, repudiamos a postura do locutor, o Mauricio Sobrinho.

Sendo o Pr. Ronaldo uma autoridade eclesiástica, e ainda eu não o fosse, deveria o repórter ser mais criterioso ao recolher e noticiar informações sobre vítimas que não estão em condições de se defender... Solicitamos que (RÁDIO COMUNITÁRIA) Comunidade FM - 87.9 MHz, abra espaço para que haja retratação por parte do locutor, pela notícia infundada que se espalhou com rastilho de pólvora pela cidade de Santa Cruz do Capibaribe e adjacências.

O QUE POUCAS PESSOAS SABEM É ...

1. Que o policial que estava na ocorrência reconheceu que a vítima estava em total estado de choque e não embriagado.

2. Um borracheiro e um chapa disseram no dia seguinte que a Hillux vinha em alta velocidade ultrapassando um carro quando colidiu com a Ipanema dirigida pelo pastor Ronaldo.

3. Duas pessoas ligaram para a Rádio Vale (emissora da cidade) após o acidente em defesa do pastor, alegando que a Ipanema foi atingida pela Hillux, que vinha “comendo faixa” ou seja tentando ultrapassar uma toyota.

4. Se não houve perícia no local do acidente (Serviço inexistente em Santa Cruz). como saber quem invadiu a pista e colidiu?

ALGUNS DOS PROBLEMAS ENFRENTADOS PELO PASTOR APÓS O ACIDENTE...

1. O *SAMU foi acionado, mas não compareceu ao local do acidente.

2. *A guarda municipal não compareceu ao local.

3. *O hospital municipal Raimundo Francelino Aragão não disponibilizou uma ambulância para transferência da vítima para outra cidade, ele foi conduzido em um carro emprestado.

4. Por causa dos fatores citados acima, somente 10 horas após o ocorrido o pastor foi avaliado por um Neurologista em Caruaru, e depois transferido para o Recife.

terça-feira, 15 de março de 2011

ONG PÃO É VIDA - MISSÃO & AÇÃO NO SERTÃO DO MOXOTÓ

FOI INAUGURADO O ESPAÇO FÍSICO NO SÍTIO BAIXA II EM INAJÁ / PE

No inicio do mês de Março de 2011, realizamos atividades em 2 sítios do Sertão do Moxotó, em Pernambuco, foram exibidos filmes em telão, realizamos também atividades educativas como: teatro de fantoches e concurso de pintura. As atividades acorreram durante inauguração do espaço físico que foi erguido no sítio Baixa II, no município de Inajá / PE. A equipe composta de 15 pessoas, entre parceiros e voluntários da ONG Pão é Vida puderam utilizar as instalações para hospedagem e realização de atividades. Durante as atividades com as crianças da comunidade, enquanto elas pintavam desenhos, um jovem que aparentava uns 18 anos se aproximou e pediu para pintar também. O jovem estava pintando como uma criança de 3 anos pintaria... Ele disse que cursava quarta série do ensino fundamental, porém, não sabia escolher as cores, pedíamos pra ele pintar as folhas com lápis verde, ele pintava com a cor vermelha... O voluntário Jader (Conexão ide) foi ensinando como pintar e quais as cores corretas, ao final da atividade com a devida orientação o desenho dele ficou lindo! 70 crianças e adolescentes o receberam o kit sorriso, contendo escova e creme dental
76 famílias receberam cestas de alimentos e kit com mat. de limpeza e higiene pessoal. Havia na equipe 4 membros da Primeira Igreja batista na equipe que foi ao Sertão.
Mais de 2 mil peças de roupas foram doadas para pessoas das 2 comunidades; as roupas foram arrecadadas porque ao conhecermos a comunidade vimos que as pessoas se vestiam com roupas esfarrapadas e sujas. No dia seguinte já era possível vê-los bem vestidos durante as atividades que realizamos no espaço.
Duas bicicletas doadas foram entregues para 2 crianças, o Odair e o Tonho, que mesmo sem saber guiar, saíram radiantes com os presente, que foi doado por parceiros para esse fim.
A inauguração do espaço físico que foi erguido no sítio Baixa II, no município de Inajá, aconteceu dia 06 de março de 2011, foi um momento emocionante principalmente para Ronaldo Henzel (Fundador da ONG Pão é Vida), Miss. Antônio Manoel, Lelego... pessoas que voluntariamente trabalharam nesse local por 45 dias para erguer a obra. Os materiais foram doados por parceiros de Santa Cruz do Capibaribe.
Conforme prometido a comunidade, exibimos no telão, no sábado dia 05 de março, o filme Madalena, no dia seguinte foi realizado uma tarde de louvor e agradecimento a Deus e o momento de consagração do local a Deus.
Pr. Ronaldo Henzel, falou aos presentes que ali seria um local para realização de atividades cristãs e de inclusão social que venham beneficiar as famílias das comunidades.
Agradecemos todos da equipe que estiveram conosco nos sítios nesse projeto, pessoas que poderiam ter ido passar os dias de carnaval nas belas praias do litoral nordestino, no entanto, abriram mão do descanso e do conforto para servir ao próximoe levar a mensagem de Cristo naquele local. Agradecemos a todos que contribuíram de algum modo e também as 2 empresas que emprestaram seus veículos, a loja Cheiro de Pano e a Rota do Mar.

HISTÓRIA DE VIDA HUMANA

Ronaldo e Joana D arc Henzel, um casal empreendedor que no ano de 2004 vendeu suas empresas: uma distribuidora de material publicitário (A RRH) e um Instituto de beleza, (CORTES & CIA) compraram um Motor home. Saíram do Rio Grande do Sul para o Semi árido brasileiro onde ao longo dos últimos 6 anos estão desenvolvendo vários projetos. Moraram por 3 anos dentro do ônibus percorrendo e estados do Nordeste com projetos itinerantes. Um trabalho social e missionário que vem sendo reconhecido por diversas mídias ( RBS TV afiliada da Globo no RS Sidys TV a cabo, Revista Época, Domingão do Faustão, CN agitos do RN - Blog e revista desafios/ PE, jornais e revistas em todo Brasil). O Casal e voluntários atuam há mais de 5 anos em São Paulo e no Nordeste brasileiro levando os projetos e ações a municípios com baixo e médio índice de desenvolvimento humano.
CONTATOS (81) 9278 9315 / 9752 0140 - Email / MSN: ronaldo_joanadarc@hotmail.com
VOCÊ PODE CONTRIBUIR PARA O CASAL CONTINUAR REALIZANDO O QUE SE PROPUSERAM - CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – AG: 1038 –OPERAÇÃO 013 - 9210-1 -
O MSN DO CASAL É: ronaldo_joanadarc@hotmail.com - Fones Claro (81) 9278 9315 (81) 9752 0140 Tim
FONTE: Fragmento da reportagem feita para CN em destaque em 2009


NOVELAS FAZEM MAL À SAÚDE DO CASAMENTO


Além das bobagens de sempre, agora as pesquisas apontam uma novidade nas novelas, se é que não sabíamos: onde chega o sinal da Globo, aumenta o número de separações. Não é preciso ser um gênio para perceber como as novelas tratam o casamento, as relações pessoais e, especialmente, os valores cristãos.

A novidade está na pesquisa dirigida pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e sugere uma ligação entre as novelas da Globo e um aumento no número de divórcios no Brasil nas últimas décadas. Publicada pela BBC.com, a pesquisa leva em conta os censos dos anos 70, 80 e 90 e o alcance da TV Globo em todo o país. Para os autores, Alberto Chong e Eliana La Ferrara, “a parcela de mulheres que se separaram ou se divorciaram aumenta significativamente depois que o sinal da Globo se torna disponível”.

Não parece história da carochinha, como é o caso dos dramalhões. Foram analisadas 115 novelas transmitidas pela Globo entre 1965 e 1999. Nelas, 62% das principais personagens femininas não tinham filhos e 26% eram infiéis a
seus parceiros.
Não conheço a alma feminina. Mas desconfio que, quando os homens se acham frouxos, pobres ou incompetentes ao assistirem aos “modelos” de virilidade e sucesso da espécie masculina apresentados na tela, as mulheres também se descabelam. Não se sentiriam elas gordas, mal-amadas e incompletas ao verem no “espelho das 8” aquela mistura de “barbie” e mulher-fatal, uma espécie vencedora-sem-estrias e que nunca fica velha? Não há casamento que resista, se esse é o alimento diário.

sexta-feira, 4 de março de 2011

ASSOCIAÇÃO AGRESTINA ELEGE NOVA DIRETORIA EM CARUARU

Foi realizado dia 26 de fevereiro 2011 a eleição da diretoria da UFMBAGRE para 2011, durante a assembléia da Associação Agrestina na igreja Batista memorial em Caruaru. A Associação Agrestina também elegeu sua nova diretoria que tem como presidente nesse ano, o Pr. Adriano Borges, pastor presidente da igreja memorial de Caruaru.
O diácono Luiz Cordeiro, presidiu a assembléia, homem de Deus que encerrou mais um mandato como presidente dessa importante associação batista, instituição que tem servido aos missionários e igrejas do Agreste Pernambucano.
CONTA CORRENTE DA ASSOCIAÇÃO AGRESTINA 27.050-4 AG 0159-7 - BANCO DO BRASIL

Diretoria da UFMBAGRE para 2011

Na foto, Alessandra (presidente) Joana D´arc Henzel (vice-presidente) Claudia (secretária) além das coordenadoras e conselheiras...
Mulheres batistas e sua história
A União Feminina Missionária Batista do Brasil (UFMBB) é a entidade que unifica em nível nacional os esforços das sociedades femininas de todas as igrejas batistas no país. A marca das realizações das filiadas à UFMBB é a fidelidade aos princípios bíblico-cristãos, a comprovada dedicação individual das associadas e a integração de cada grupo em face das propostas comuns. As organizações que integram a entidade maior cobrem todas as faixas etárias, propiciando às participantes os meios pelos quais seu desenvolvimento saudável, sua integração na igreja e na sociedade e sua realização como pessoa sejam plenamente viabilizados, nos termos da santidade e da sabedoria cristãs. Nas igrejas batistas brasileiras nenhuma grande conquista tem sido possível sem o envolvimento direto e decisivo das mulheres.

Na noite de encerramento do dia 26 de fevereiro, o Pr. Ronaldo Henzel (pastor da PIB SCC) trouxe a mensagem aos líderes ali reunidos.